Qual o impacto que as práticas experimentais de ciência têm na literacia científica dos jovens e adultos?

Não há ainda estudos que o demonstrem diretamente, no entanto podem-se tirar algumas ilações a partir de dados oficiais.

O PISA (Programme for International Student Assessment) é um estudo internacional desenvolvido no âmbito da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) com o principal objetivo de avaliar os sistemas de educação dos vários países. Teve início em 2000 mas desde então tem vindo a aumentar o número de países participantes, atraindo cada vez maior número de países não membros da OCDE. Neste estudo é avaliada a forma como os alunos de 15 anos aplicam conhecimentos e competências de Matemática, Leitura e Ciências quando identificam, interpretam e resolvem problemas que os colocam perante situações da “vida real”.

Embora os últimos resultados deste estudo (2012) revelem que Portugal melhorou cerca de dois pontos por ano em média, os resultados médios dos alunos portugueses são nitidamente inferiores à média dos resultados obtidos pelos alunos dos restantes países participantes. É sobretudo na literacia científica que Portugal apresenta os piores resultados, dos 32 países que participam neste estudo, apenas 6 apresentam resultados inferiores aos de Portugal.

Segundo o Eurobarómetro de 2015, Portugal, quando comparado com a média europeia, tendo por base indicadores como comportamento perante as diferentes fontes de informação sobre ciência e tecnologia; atitudes e crenças sobre a ciência e ainda tecnologia e níveis de conhecimento científico, ocupa o final da tabela. Juntamente com a República Checa, Itália, Malta e Roménia, Portugal é um dos países onde a população está menos interessada e informada sobre ciência e que tem uma visão menos positiva em relação ao impacto da ciência na sociedade.

Eelefanteste estudo relata ainda que somente 15% dos europeus estão satisfeitos com a qualidade das aulas de ciências na escola. Sobre as causas do declínio de interesse pelos estudos e carreiras científicas, os inquiridos referiram principalmente o facto das aulas de ciências na escola não serem suficientemente apelativas. Também o relatório da OCDE (2006), Evolution of Students Interest in Science and Tecnology Studies, identificou as metodologias de ensino como razões para o desinteresse das crianças pela ciência.

O relatório salienta que alguns professores dos primeiros anos de escolaridade, quando solicitados para abordar temas de ciências, por se sentirem pouco confiantes optavam por abordagens de quadro e giz com as quais se sentem mais confortáveis, evitando assim, abordagens investigativas que exigem uma compreensão mais profunda e integrada da ciência.

E em Portugal qual o impacto do ensino das ciências logo no Pré-escolar?

 

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